Na semana passada este filme foi reproduzido na TV e me fez resgatar esta crítica que fiz na época da estreia do mesmo nos cinemas. Confira:
Um filme repleto de
cores e músicas conta a história de Blue, uma arara azul macho domesticada em
Minessota que descobre ser o único existente da espécie, e que, para não deixar
sua geração entrar em extinção, terá que conhecer sua última espécie fêmea,
Jade, que mora no Brazil.
Chegando no Rio de Janeiro conhece personagens
simpáticos e marcantes como o tucano guia turístico Rafael, o animado buldogue
Luis, uma andorinha rapper (funkeira), e um boêmio periquito amarelo que muito lembra
o clássico personagem Disney, Zé Carioca. Todos viverão uma divertida e
desafiadora aventura para escapar das mãos de três contrabandistas atrapalhados
que moram em uma comunidade próxima.
A animação Rio não
peca em leves detalhes sarcásticos quanto o dia-a-dia do carioca. Estes são
percebidos logo no início com o contagiante bumbo do samba – que mexe até com
quem não quer; o flerte mal intencionado e as frequentes gírias e gingas, que os personagens abusam em usar para
conseguirem o que almejam.
O diretor do longa,
Carlos Saldanha, também carioca, não deixou de comparar de forma irônica a
habilidade circense de um pequeno grupo de saguis com os meninos
moradores de rua que furtam os pedestres (turistas) nos centros urbanos do Rio
de Janeiro (representados apenas pela Zona Sul).
Do mesmo modo,
Saldanha relata o falho sistema de segurança quanto o comércio ilegal de aves e
o ir e vir de turistas sem restrições pela cidade. Todos maquiados pelos “encantos
mil” da “Cidade Maravilhosa” como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a praia
de Copacabana, o pulo de asa-delta na Pedra da Gávea, o passeio de bicicleta no
calçadão, o futevôlei, e claro, o Carnaval, onde todos param para os 4 dias de
folia – até o trânsito.
O desfecho do longa
faz jus ao dito popular “E tudo termina em samba!”.

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